Claus nega ter usado auxiliar e admite que ‘sangue’ determinou pênalti no Derby

Após o fim do polêmico Derby em Itaquera e de todos os discursos de lado a lado, o árbitro Raphael Claus aproveitou o clima mais tranquilo e concedeu entrevista coletiva pouco antes de deixar o estádio corintiano na noite desse sábado. Claus explicou todos os lances que geraram reclamações, essencialmente dos palmeirenses, e assumiu toda a responsabilidade pela marcação do primeiro pênalti do jogo, que resultou na expulsão do goleiro Jailson após choque com Renê Júnior dentro da área.




No primeiro momento da jogada em questão, Claus chegou a deixar o lance seguir, mas, após perceber o ferimento causado por Jailson no volante alvinegro, aí sim o juiz do jogo mudou de opinião e trocou o tiro de meta pela penalidade e pelo cartão vermelho ao arqueiro.

“Na dinâmica da jogada aconteceu uma dividida forte. Dentro do campo eu visualizo uma dividia entre Jailson e Renê Júnior. Eu tive uma sensação de impacto, porém, não tive convicção de 100% para marcar. A jogada continua…”, explica Raphael Claus, para prosseguir na linha de raciocínio.




“A partir do momento que a bola sai e que eu me aproximo do Renê e vejo dois buracos na coxa, quando eu vejo eu já tenho noção que foi uma entrada com as travas na coxa. E a partir daí eu tenho a convicção de que o Jailson tinha que ser expulso. O jogo não tinha que ser reiniciado, eu tinha que marcar pênalti”, completou.

O árbitro principal do Derby válido pela nona rodada do Campeonato Paulista aproveitou para esclarecer que o quarto árbitro não teve qualquer influência na decisão. Uma imagem de Claus pontando para o local onde o auxiliar costuma se posicionar pouco antes de confirmar o pênalti levou à suspeita de que a comunicação entro os dois pudesse ter acontecido via rádio.

“Decisão de ninguém. Totalmente minha. Tive essa percepção. Pela velocidade não tive 100%, quando vejo (o ferimento) tive100% de convicção do impacto no atleta”, afirmou, antes de explicar também o motivo de ter terminado o clássico aos 47 minutos mesmo após a placar de acréscimo ter sinalizado seis minutos além do tempo regulamentar.

“Existia um clima entre os jogadores que estava passando um pouco dos limites A entrada do Borja foi bem no limite (em cima de Rodriguinho e que gerou cartão amarelo ao colombiano), o clima hostil. Pensando nos jogadores, pensando que poderia criar um clima, achei melhor terminar o jogo”.




Outro lance que gerou muita reclamação da equipe derrotada foi uma jogada ainda no primeiro tempo em que Fagner acerta Lucas Lima na entrada da área e Rahael Claus opta pela vantagem, para depois sacar o cartão amarelo em direção ao lateral corintiano. Na ideia de muitos palmeirenses, a falta deveria ter sido marcada e Fagner poderia até ser expulso.

“Entrada temerária, para cartão amarelo, fora da área e que a jogada se concretize. O Willian sai cara a cara. A jogada foi concretizada e o jogador recebeu cartão amarelo”, argumentou. Sem seguida, o juiz voltou a se defender por não ter expulsado Dudu quando assinalou o segundo pênalti para o Corinthians no jogo. O capitão alviverde havia recebido cartão amarelo poucos minutos antes.

“Não, porque há uma disputa de bola (entre Dudu e Rodriguinho) e hoje existe uma mudança na regra e, quando a bola está em disputa, a gente acaba eliminando o cartão. Penalidade sem o cartão. Ataque promissor”.

Por fim, Raphael Claus garantiu que não se vê pressionado por ter apitado seu segundo Derby em Itaquera e por ter sido escalado em outros três no Allianz Parque recentemente.

“Acho que a partir do momento que as escalas são por méritos fico muito feliz por ter sido designado. Muita responsabilidade, um clássico mundialmente conhecido. Feliz pela confiança e porque fomos corretos e justos”, concluiu um dos principais personagens do clássico desse sábado.

 

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Fonte: gazetaesportiva.com
Author: Tiago Moura Salazar

Postado por: estadio