Thiago Pereira fica em 7º e vê Phelps ser tetracampeão olímpico nos 200m medley

Estadão Conteúdo

Phelps, que não estará nos Jogos de 2020, em Tóquio, conquistou o tetracampeonato da mesma prova individual, com o tempo de 1min54s66

O último encontro entre Thiago Pereira, Michael Phelps e Ryan Lochte numa Olimpíada acabou sem medalha para o brasileiro, mais uma vez. Nesta quinta-feira, na prova dos 200 metros medley, Pereira ficou na sétima posição, com o tempo de 1min58s02, para decepção dos torcedores.

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Thiago ficou longe de Phelps nos 200m medley

Foto: Reprodução/Twitter

Phelps, que já avisou que não estará nos Jogos de 2020, em Tóquio, conquistou o tetracampeonato da mesma prova individual, com o tempo de 1min54s66. O japonês Kosuke Hagino faturou a medalha de prata, com 1min56s61, e o chinês Shun Wang ficou com o bronze, com 1min57s05. Ryan Lochte foi apenas o quinto colocado, com 1min57s47.

Desde os Jogos de Atenas-2004, eles se encontram nos 200m medley. Na Grécia, o trio esteve na final, mas Thiago ficou apenas na quinta posição e viu o ouro de Phelps e a prata de Lochte. Quatro anos depois, em Pequim-2008, o brasileiro foi quarto colocado e viu mais um ouro de Phelps, com direito a recorde mundial, e o bronze de Lochte.

Já nos Jogos de Londres-2012, eles continuavam juntos nas raias da prova final. E por pouco Thiago não beliscou uma medalha de bronze. Ficou mais uma vez em quarto lugar, atrás de Phelps (ouro), Lochte (prata) e do húngaro Laszlo Cseh (bronze). A decepção só não foi tão grande porque Thiago, naquela edição da Olimpíada, conquistou a medalha de prata nos 400m medley.

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Aos 30 anos, o atleta nascido em Volta Redonda (RJ) optou por nadar apenas uma prova individual na Olimpíada, pois sabia que se optasse por competir em muitas baterias não estaria com fôlego. Como as finais são disputadas à noite no Rio, após às 22 horas, a ideia foi se preparar e apostar todas suas fichas nos 200m medley.

Thiago nadou as eliminatórias e fez o quinto melhor tempo com a marca de 1min58s63. Na noite de quarta-feira, foi ainda melhor nas semifinais e fez 1min57s11, avançando na terceira posição geral, atrás apenas de Phelps e Lochte. Ele sabia que tinha chance de pódio, mas precisava ter cuidado com o japonês Kosuke Hagino, quarto colocado nas semifinais.

Como de costume, Thiago começou forte a prova, no estilo borboleta, e virou na primeira posição. Depois, no nado costas, passou em segundo empatado com Phelps. A cada virada a torcida se levantava e gritava mais alto, transmitindo energia para o nadador da casa. No peito, ele subia a cabeça e todos empurravam. Virou em segundo e foi para o tudo ou nada no livre. No final, ficou com a sétima posição.

Zona mista

Thiago lamenta o sétimo lugar nos 200m medley

Foto: Divulgação

“É triste olhar no placar e ver que  para ganhar medalha era só fazer o que fez várias vezes”, disse Thiago Pereira, após a prova. “Independente de qualquer coisa, não faria nada diferente. Tudo que fiz esse ano faria de novo. Tem coisa que não é para ser. Fiz meu máximo”, completou.

Thiago ainda destacou que pretende descansar agora. “Encerro um ciclo de quatro anos. Como sempre fiz. Quero descanso. Sou humano também”, destacou. O brasileiro também espera que esses Jogos do Rio 2016 sirvam de inspiração para as gerações futura.  “Espero que esses Jogos sejam um divisor de águas para o esporte nacional. Que todas as crianças possam ver o quanto é legal defender seu país. Temos que voltar a ter orgulho de nossa camisa, independente de qualquer coisa. Que possamos aprender o quanto é maravilhoso defender 200 milhões de brasileiros”, finalizou.

Brasileiro na final

O brasileiro Bruno Fratus avançou para a final dos 50 metros livre com o sexto melhor tempo, na noite desta quinta-feira, no Estádio Aquático Olímpico. Ele melhorou seu tempo em relação às eliminatórias. Nesta semifinal, ele marcou 21s71, abaixo 21s93 registrado no período da tarde.

Nesta sexta-feira à noite, o brasileiro vai nadar por um lugar no pódio na grande final da prova mais rápida da natação. Já Italo Manzine fez 22s05, ficando em 15º lugar e fora da final.

O favorito ao ouro na prova é o francês Florent Manaudou, que já tem no currículo a primeira colocação conquistada nos Jogos de Londres-2012. Ele avançou para a final com o melhor tempo, marcando 21s32. Outros dois nomes fortes da prova são o dos norte-americanos Nathan Adrian e Anthony Ervin.

Quem também está se mostrando em grande forma é o ucraniano Andrii Govorov, que nadou em 21s46. Ele já conseguiu ganhar de Manaudou duas vezes nos últimos anos e tem tudo para ir ao pódio. As outras raias serão formadas por Ben Proud (Grã-Bretanha), Simonas Bilis (Lituânia) e Bradley Edward Tandy (África do Sul).

Fora da final, Italo jogou sua touca para a torcida e confessou que perdeu o gás no fim da prova. “A minha saída foi boa, mas sei que posso fazer melhor. Infelizmente o esporte não é matemática exata e não é porque você fez certo que o resultado vai dar certo. Acho que senti um pouquinho no final”, lamentou.

Já nos 200 metros peito, a vitória ficou com a japonesa Rie Kaneto, seguida por Yulia Efimova, da Rússia, com a prata, e Jinglin Shi, da China, com o bronze. Nos 200m costas, quem levou a melhor foi Ryan Murphy (Estados Unidos), seguido por Mitchell Larkin (Austrália) e Evgeny Rylov (Rússia).

Dois ouros

O pódio da cerimônia da prova dos 100 metros livre dos Jogos Olímpicos do Rio, nesta quinta-feira, no estádio Aquático Olímpico, contou com duas atletas no lugar mais alto, teve dois hinos e duas bandeiras como primeiro lugar, uma em cima da outra. Tudo porque nesta prova de velocidade da natação, duas atletas terminaram com a mesma marca. Primeiro, o sistema de som tocou o hino dos Estados Unidos e depois do Canadá.

Como duas nadadoras fizeram tempos iguais na prova, ambas ficaram com a medalha de ouro. A norte-americana Simone Manuel e a canadense Penny Oleksiak nadaram a distância em 52s70 e chegaram ao lugar mais alto do pódio. O bronze ficou com a sueca Sarah Sjostrom. E ninguém levou a prata.

Fonte: esporte.ig.com.br
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Postado por: estadio

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